domingo, 15 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Vídeo: Tucano peruano mata família americana, autorizado pela CIA
Foi a nove anos atrás
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Acidente com T28 Trojan da WWII em Itirapina
Acidente aéreo causa morte do empresário Fernando Arruda Botelho
Publicado em 13/04/2012 por Fernando Valduga em Acidentes Aeronáuticos, Brasil

A aeronave T-28 Trojan na qual Fernando Botelho morreu no acidente no dia 13 de abril.
Um acidente aéreo ocorrido na tarde dessa sexta-feira, dia 13 de abril, causou a morte do empresário e apaixonado por aviação Fernando Arruda Botelho, de 63 anos. O empresário estava a bordo de uma de suas aeronaves, um T-28 Trojan da Segunda Guerra Mundial, quando ao sair de uma manobra acrobática acabou colidindo com o solo. A aeronave explodiu, matando Botelho e seu amigo Robadino, que era o piloto particular de Fernando na aeronave Falcon 900.

O empresário Fernando Arruda Botelho, junto ao T-28.
O acidente ocorreu por volta das 13:30hs na sede do Instituto Arruda Botelho, uma organização sem fins lucrativos dedicada à aviação cultural e histórica e à preservação de animais, em Itirapina, interior de São Paulo, onde ocorre o tradicional evento Broa Fly-in.
O empresário Fernando Arruda Botelho, um dos diretores da Construtora Camargo Correa, sempre foi um apaixonado por aviação e trouxe para o Brasil diversas aeronaves históricas e antigas, como o T-28 em que sofreu o acidente, quando trouxe o avião dos EUA em fevereiro de 2011.
Assim que tivermos mais notícias, estaremos divulgando aqui.
Deixamos os mais sinceros sentimentos pela morte dos dois pilotos.
Publicado em 13/04/2012 por Fernando Valduga em Acidentes Aeronáuticos, Brasil

A aeronave T-28 Trojan na qual Fernando Botelho morreu no acidente no dia 13 de abril.
Um acidente aéreo ocorrido na tarde dessa sexta-feira, dia 13 de abril, causou a morte do empresário e apaixonado por aviação Fernando Arruda Botelho, de 63 anos. O empresário estava a bordo de uma de suas aeronaves, um T-28 Trojan da Segunda Guerra Mundial, quando ao sair de uma manobra acrobática acabou colidindo com o solo. A aeronave explodiu, matando Botelho e seu amigo Robadino, que era o piloto particular de Fernando na aeronave Falcon 900.

O empresário Fernando Arruda Botelho, junto ao T-28.
O acidente ocorreu por volta das 13:30hs na sede do Instituto Arruda Botelho, uma organização sem fins lucrativos dedicada à aviação cultural e histórica e à preservação de animais, em Itirapina, interior de São Paulo, onde ocorre o tradicional evento Broa Fly-in.
O empresário Fernando Arruda Botelho, um dos diretores da Construtora Camargo Correa, sempre foi um apaixonado por aviação e trouxe para o Brasil diversas aeronaves históricas e antigas, como o T-28 em que sofreu o acidente, quando trouxe o avião dos EUA em fevereiro de 2011.
Assim que tivermos mais notícias, estaremos divulgando aqui.
Deixamos os mais sinceros sentimentos pela morte dos dois pilotos.
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010- Notícias de Aviação
sábado, 7 de abril de 2012
Capitão Fred um navio afundado
Parabéns ao SubCo do 1º Grupo de caça. Capitão Fred recebe uma medalha por sua primeira vitória contra a Frota Russa.

Novas marcações por vitórias
Amigos encontrei no site http://www.luftwaffe39-45.historia.nom.br


uma marcação por vitória para ser pintada nos lemes dos caças, que até então eu desconhecia.
Sendo assim, as mascações de 10, 25 e 50 vitórias permanecem a estrela Russa.
E as de 100, 250 e 500 passam a ser as marcações que os Ases alemães recebiam para pintar no leme:

Cap.27 - Chamas no café da manhã
Acordei antes do amanhecer, e vi o dia clareando, poucas mas densas nuvens cobriam o mar a oeste, o vento fresco vinha de alto mar para acalmar o calor que fazia dentro de nossas barracas. O café da manhã de hoje foi uma loucura, nunca tomei nada tão ruim, e o pão nunca esteve tão duro... pensei: "que tal afofar o pão mergulhando-o neste café horroroso?". A combinação não poderia ser outra, ficou horrível, não poderia ter ficado diferente, mas pelo menos deu para mastigar.
Me encontrei no rancho com o piloto Phoenix do esquadrão BLW, ele estava entusiasmado, foi informado que receberíamos suprimentos nesta manhã, que bom, será que teríamos leite quente com chocolate e biscoitos para comer no café da tarde perguntei... ele não sabia mas também gostaria. Não poderíamos esquecer que se haviam navios chegando provavelmente também chegariam alguns PE2 russos para tentar afundá-los.
No briefing da manhã na barraca do comando, o Ten Cel Mutley nos informa que os navios já podem ser vistos do alto da torre de controle, e que devido a sua proximidade poderíamos ser surpreendidos pelos bombardeiros russos, sobre o Mar Negro. O alvo para os russos só poderia ser os navios, não seriam loucos de permitirem que recebessemos mais munição e nafta, nada mais.
Todos no esquadrão estavam em alerta de cockpit: sentados em nossos caças, devidamente uniformizados, para quedas como assento, cintos tão apertados que até marcavam nossas peles, colete salva-vidas, rádio ligado na mesma freqüência da torre e reporte de um em um minuto.
Não demorou muito tempo e eles vieram. No rádio um grito: "Scrambler NOW!", os motores são ligados todos ao mesmo tempo, a fumaça dos cilindros cheios de nafta explodindo na partida invade o campo de pouso, o cheiro é inconfundível, o som de mil trovões ecoando ao mesmo tempo surge quando aceleramos nossos caças para a proa 310 a fim de interceptar os bombardeiros, tiro verde para o alto e nós decolamos, todos ao mesmo tempo.
A informação era de que estavam chegando a 2.500m de altura pelo nordeste, informe de 2 PE2 e 2 B25, malditos americanos.
A adrenalina provoca sensações esquisitas, sinto o mesmo tremor na perna, sim, ainda sinto isto a cada contato que tenho com o inimigo, e é isso que me mantém vivo, o medo! A adrenalina faz esses tremores pararem, acalmam a respiração e me permite focar na missão, e atacamos os PE2 sem escolta. Novamente este é um exemplo: Um bombardeiro sem escolta de caças é uma missão mortal. Mas desta vez foi mortal para nós, Phoenix foi atingido na perna em cheio pelo artilheiro de cauda de um dos PE2, machucado e cheio de óleo no cockpit retornou a base, mesmo assim fumou o PE2, mas precisou ejetar já próximo da praia, droga, menos um FW190, mas o Phoenix estava bem, agora era a minha vez, avistei o PE2 que o Phoenix atingiu, fumaça saía do seu motor esquerdo, rezava para que os tiros do Phoenix tivessem atingido o gunner traseiro ou que sua munição tivesse acabado, cheguei com meu BF109G6 pela six low do PE e nem deu tempo de tentar, um tiro acabou com meu motor, mais um... esse cara treinou muito... não desisti e com o cockpit cheio de óleo ainda atingi muito esse PE2, mas o maldito não caiu, ele tem dois motores, e um sempre se mantém em funcionamento... voltei para a base deixando aquele maldito PE2 ir embora, antes disso vi 3 dots a nordeste, 3000m, informei a torre pelo rádio, e já haviam dois FW190 no encalço deles, com isto em mente voltei para a base, pousei, não sem antes pedir pelo rádio um BF110 com 2 MK108mm no nariz, agora não me escaparão.
Voltei, e como diria o nosso piloto Zoiudo, com sangue nos zóio, fui para cima dos 3 dotz, um deles soltava fumaça muito preta, acho que era o PE2 atingido pelo Phoenix e por mim, voava em ala com outro avião que identifiquei a primeira vista como outro PE2, pelo jeito os FW190 não tiveram sucesso. O terceiro dot era um caça de escolta, o caça voava como se deve voar, mais alto e em círculos sobre os bombers, certamente me veria logo. Mas o sangue nos zóio "me cegava" tinha que derrubar aqueles bombers.
Segui os dois por uns 10km, o BF110 em voo nivelado consegue fazer quase 500km/h era fácil acompanhar, vi que o caça veio atrás de mim, mas provavelmente não teria a mesma velocidade em voo nivelado, me alcançaria logo e depois voaria junto, pois ele realizaria um mergulho.
Acompanhando os bombers de longe pude ver por entre a infinidade de estruturas metálicas do canopi do 110 que aquele que desenhava em preto pelos céus começou a fazer uma leve curva a esquerda e perder altura, avisei ao Phoenix pelo rádio que ele provavelmente tinha acabado com um motor desse PE2, perderia logo esse motor, ou os dois, iria cair, pensei em abatê-lo mas abandonei a idéia a tempo, por que matar uma galinha morta se o outro bomber ainda tinha chances para voltar e nos matar? Virei a direita para outro bomber que a esta altura estava uns 30km longe de nossos navios rumo a base para pouso, meu gunner avisa do caça em nosso encalço, que ódio, por que sempre tem um deles no meu encalço?
O caça começou a atirar em mim e meu gunner disparava contra ele, por que nossos gunners não atingem esses caras???? Os gunners dos russos nos abatem tão facilmente... mas enfim, gritei com o gunner, mas logo parei, por que colocar mais pressão sobre um cara que vê o nariz de um Hurricane a menos de 200m disparar seus canhões em direção a seu peito? Deixa o cara fazer seu trabalho, ele faz o dele, e eu faço o meu, tesouras, nariz para baixo, curvas em ascendencia, sem perder o bomber do foco, se eu curvar muito ele abre distância... levei alguns tiros, o gunner grita comigo agora: "FAÇA ALGO!!!! ELE ESTA NOS ATINGINDO!". Eu sei, eu sei... que pressão, pensei no voô nivelado de novo, acelerei o máximo, fechei o radiador e enfiei a mão na parede (manete para frente acelerando ao máximo)!

Acompanhando os bombers de longe pude ver por entre a infinidade de estruturas metálicas do canopi do 110 que aquele que desenhava em preto pelos céus começou a fazer uma leve curva a esquerda e perder altura, avisei ao Phoenix pelo rádio que ele provavelmente tinha acabado com um motor desse PE2, perderia logo esse motor, ou os dois, iria cair, pensei em abatê-lo mas abandonei a idéia a tempo, por que matar uma galinha morta se o outro bomber ainda tinha chances para voltar e nos matar? Virei a direita para outro bomber que a esta altura estava uns 30km longe de nossos navios rumo a base para pouso, meu gunner avisa do caça em nosso encalço, que ódio, por que sempre tem um deles no meu encalço?
O caça começou a atirar em mim e meu gunner disparava contra ele, por que nossos gunners não atingem esses caras???? Os gunners dos russos nos abatem tão facilmente... mas enfim, gritei com o gunner, mas logo parei, por que colocar mais pressão sobre um cara que vê o nariz de um Hurricane a menos de 200m disparar seus canhões em direção a seu peito? Deixa o cara fazer seu trabalho, ele faz o dele, e eu faço o meu, tesouras, nariz para baixo, curvas em ascendencia, sem perder o bomber do foco, se eu curvar muito ele abre distância... levei alguns tiros, o gunner grita comigo agora: "FAÇA ALGO!!!! ELE ESTA NOS ATINGINDO!". Eu sei, eu sei... que pressão, pensei no voô nivelado de novo, acelerei o máximo, fechei o radiador e enfiei a mão na parede (manete para frente acelerando ao máximo)!

Desta vez o 110 não alcançou seus 490km/h... não passava de 430, mas que diabos... meu motor esquerdo fumava... não poderia ser pior, até poderia, mas era melhor não pensar. Os tiros do gunner começaram a se espassar, o tiros de Hurricane também, bem que poderia ter sido atingido esse caça maldito, mas o gunner não consegue precisar se acertou ou não.
O bomber se aproximava da minha mira, agora pude identificar direito, era um B25, muito bom e péssimo ao mesmo tempo, pois seus gunners eram o retrato do capeta no meu colimador, não poderia parar de pensar no Phoenix e em mim algum tempo antes, fomos praticamente abatidos por estes gunners malditos.
O bomber se aproximava da minha mira, agora pude identificar direito, era um B25, muito bom e péssimo ao mesmo tempo, pois seus gunners eram o retrato do capeta no meu colimador, não poderia parar de pensar no Phoenix e em mim algum tempo antes, fomos praticamente abatidos por estes gunners malditos.
Por incrível que pareça o bomber começou a diminuir a velocidade e executar uma curva a direita subindo, poderia ser melhor para mim??? Só se ele parasse no ar e viesse aqui apertar meu gatilho. Que raios ele esta fazendo? Quer se matar? Giro junto com ele, a força G me espreme no assento do meu caça, o esforço para manter a mão no manche é enorme, a fadiga toma conta do meu corpo. O B25 aumentou de tamanho em meu colimador muito rapidamente, a ansiedade invade meu corpo, o B25 ainda por cima me deu uma superfície de contato enorme quando virou e subiu ao mesmo tempo, subi o nariz acima a direita do seu bico... , aperto o pedal para a esquerda para manter o nariz para cima, primeira rajada e erro, os tiros passam por baixo, pela traseira do B25. Acerto o nariz do meu 110, subo um pouco, um pouco mais a direita, a deflexão e a convergência estarão perfeitas agora, o tiro de angulo será perfeito, aperto o gatilho como se minha vida dependesse disso... e depende... os gunners fazem pouca resistência, quase nada para ser sincero.
Phoenix me chama no rádio e pergunta se fui eu quem atirou a nordeste da base, respondo que sim e aperto novamente o gatilho, o B25 se despedaça na minha frente, adoro esses MK108, que visão linda do inferno na minha frente, fogo, fumaça, explosões, o inferno deve ser assim. A asa direita do B25 se solta, enquanto o motor explode em chamas e espalha fumaça preta pelos céus, o avião faz um tounneau completo virando para a esquerda enquanto a fuselagem se quebra em dois rodopiando nos ares, grito para meu gunner: "HORRIDO!!!". E tenho uma gritaria eufórica vinda do gunner: "MAIS UM, MAIS UM!!!!". E Phoenix informa ver a explosão, aproveita e pergunta pelo caça onde prontamente meu gunner avisa que ele foi mais ao norte, provavelmente não teria mais trabalhos a fazer, pois seus bombers cairam.
Phoenix me chama no rádio e pergunta se fui eu quem atirou a nordeste da base, respondo que sim e aperto novamente o gatilho, o B25 se despedaça na minha frente, adoro esses MK108, que visão linda do inferno na minha frente, fogo, fumaça, explosões, o inferno deve ser assim. A asa direita do B25 se solta, enquanto o motor explode em chamas e espalha fumaça preta pelos céus, o avião faz um tounneau completo virando para a esquerda enquanto a fuselagem se quebra em dois rodopiando nos ares, grito para meu gunner: "HORRIDO!!!". E tenho uma gritaria eufórica vinda do gunner: "MAIS UM, MAIS UM!!!!". E Phoenix informa ver a explosão, aproveita e pergunta pelo caça onde prontamente meu gunner avisa que ele foi mais ao norte, provavelmente não teria mais trabalhos a fazer, pois seus bombers cairam.
O sol torra nossos rostos, voamos a quase 3 horas nas missões de hoje, o suor nos encharca a pele, o capacete preto de couro parece um forno.
Phoenix vai em direção ao Hurricane ver se sobra alguma coisa para ele, mas logo desiste, ele estava muito longe, já eu... motor esquerdo fumando muito, o coitado do BF110 perdendo potência e a base a uns 50km ao sudoeste... será que conseguirei retornar? Só meu BF110 sabe... "FOGO!!!!!!" grita meu gunner. Fogo no motor esquerdo, que ódio!!! Ligo o extintor de incêndio e ele apaga... estou muito longe da base, será que chego? O motor esquerdo começa a ratear, aviso ao Phoenix, que logo me anima: "Amigo, você tem dois motores, vai dar". É realmente vai dar.
Nivelo na proa 230 e me mantenho calmo. "FOGO!!!!!" grita o gunner! Mas que diabos, de novo??? Aciono o extintor de novo várias vezes e nada, que coisa, tudo de errado esta manhã, provavelmente não chegarei a base, mergulho para ver se o vento apagará as chamas, felizmente tenho sucesso, a visão daquela língua de fogo a menos de 3 metros do meu ombro é aterradora, o gunner coitado via tudo de camarote, e ainda me informa que a asa esquerda começou a vazar nafta... ah que bom pensei, fogo e combustível... combinação boa! Minha perna treme mais que antes do combate, dessa vez a adrenalina já baixou e instinto de sobrevivência se sobrepõe, dou ordem de saltarmos ou tento levar o 110 ao campo de pouso?? Dúvida maldita...
Nivelo na proa 230 e me mantenho calmo. "FOGO!!!!!" grita o gunner! Mas que diabos, de novo??? Aciono o extintor de novo várias vezes e nada, que coisa, tudo de errado esta manhã, provavelmente não chegarei a base, mergulho para ver se o vento apagará as chamas, felizmente tenho sucesso, a visão daquela língua de fogo a menos de 3 metros do meu ombro é aterradora, o gunner coitado via tudo de camarote, e ainda me informa que a asa esquerda começou a vazar nafta... ah que bom pensei, fogo e combustível... combinação boa! Minha perna treme mais que antes do combate, dessa vez a adrenalina já baixou e instinto de sobrevivência se sobrepõe, dou ordem de saltarmos ou tento levar o 110 ao campo de pouso?? Dúvida maldita...
Já estou sobre o litoral, acho que vai dar sim... vejo o lago que fica ao norte de nossa base e posso ver algumas barracas ao lado da pista... fico mais calmo, meu motor esquerdo para, desligo os comandos dele e me mantenho na proa, quando ouço o grito de novo: "FOGO!!!!". Que ódio desse gunner, mas ainda bem que ele esta lá, já perdi alguma altura do último mergulho para apagar o fogo, a pista chegando, eu com um motor só, e essa nafta vazando ao lado de uma língua de fogo, estou a 300m de altura... 350km/h, a pista a uns 3km... mergulho... muito, praticamente raspo a barriga no chão, a 380km/h, desta vez acho que não vai dar, mas o fogo apaga... a pista chegando.
Preciso ganhar altura por que se o fogo voltar tenho que poder megulhar, mas como com um só motor subirei? Por que o motor ainda insiste em se inflamar se já esta desligado? Sim, óbvio, o óleo se espalhou e quando cai por cima do coletor de escapamento incendeia tudo ao seu redor.
O BF se arrasta com força e garra para cima, a pista esta a 500m, alinho, baixo os flaps, baixo trem de pouso e... "FOGO!!!!" De novo????? Que coisa, será que conseguirei apagar? Duvido... estou baixo demais, a aerodinâmica do voo esta prejudicada, cheia de arrasto pelos flaps e trem de pouso... mergulho o quanto posso, tremo feito bambu novo em dia de furacão... o silêncio na cabine é supulcral... a pista se aproxima, o fogo ao meu lado, o cheiro de queimado é insuportável, o fogo provoca um calor que deve ser igual a um bom dia de verão nas praias do inferno.
Aviso ao gunner para soltar os cintos e abrir o canopi... "Se prepara cara, vamos correr feitos loucos..." o 110 toca a pista trazendo consigo 30 metros de chamas... aperto o freio até quase entortar o pedal, rodo o BF110 na pista girando-o para a esquerda, a traseira dele se quebra, e assim escapo da língua de fogo... antes de o avião parar saltamos e corremos, e como corremos... os bombeiros já esperavam na pista e partem para cima do meu lindo 110. Eu e meu gunner nos jogamos no chão já a uns 200m do 110, acho que batemos o recorde mundial dos 200m sem barreiras, de bota, paraquedas, coletes, capacete e uniformes. Respirávamos muito rapidamente, o coração a 200 bpm, e o suor escorrendo por entre o capacete e nossa pele, exarcados de suor e adrenalina rimos muito, sorriso de medo, nos salvamos, escapamos por entre os dentes do tridente do diabo... os bombeiros conseguem apagar o fogo do 110, deu Phoenix, deu!!! Pensei.
Preciso ganhar altura por que se o fogo voltar tenho que poder megulhar, mas como com um só motor subirei? Por que o motor ainda insiste em se inflamar se já esta desligado? Sim, óbvio, o óleo se espalhou e quando cai por cima do coletor de escapamento incendeia tudo ao seu redor.
O BF se arrasta com força e garra para cima, a pista esta a 500m, alinho, baixo os flaps, baixo trem de pouso e... "FOGO!!!!" De novo????? Que coisa, será que conseguirei apagar? Duvido... estou baixo demais, a aerodinâmica do voo esta prejudicada, cheia de arrasto pelos flaps e trem de pouso... mergulho o quanto posso, tremo feito bambu novo em dia de furacão... o silêncio na cabine é supulcral... a pista se aproxima, o fogo ao meu lado, o cheiro de queimado é insuportável, o fogo provoca um calor que deve ser igual a um bom dia de verão nas praias do inferno.
Aviso ao gunner para soltar os cintos e abrir o canopi... "Se prepara cara, vamos correr feitos loucos..." o 110 toca a pista trazendo consigo 30 metros de chamas... aperto o freio até quase entortar o pedal, rodo o BF110 na pista girando-o para a esquerda, a traseira dele se quebra, e assim escapo da língua de fogo... antes de o avião parar saltamos e corremos, e como corremos... os bombeiros já esperavam na pista e partem para cima do meu lindo 110. Eu e meu gunner nos jogamos no chão já a uns 200m do 110, acho que batemos o recorde mundial dos 200m sem barreiras, de bota, paraquedas, coletes, capacete e uniformes. Respirávamos muito rapidamente, o coração a 200 bpm, e o suor escorrendo por entre o capacete e nossa pele, exarcados de suor e adrenalina rimos muito, sorriso de medo, nos salvamos, escapamos por entre os dentes do tridente do diabo... os bombeiros conseguem apagar o fogo do 110, deu Phoenix, deu!!! Pensei.
Depois dessa missão ainda voltamos ao mar com nossos 110, perdi a chance de pegar um PE2 no head on, mas o Phoneix o acerta, não sem ficar com um motor em chamas, mas seu extintor não funcionou e precisou saltar no mar quando foi salvo pela nossa frota.

E eu? Fui atingido por um caça de escolta e FOGO! De novo? Sim, de novo... e de novo por várias vezes, a repetição do que ocorreu uma hora antes, 3 vezes lutando contra o fogo até o pouso, onde pudemos ver um replay do meu pouso anterior, fogo, derrapagem na pista, correria, bombeiros... pelo menos pousei outro 110, bem avariado no pouso, e derrubamos outro bombardeiro russo.
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E eu? Fui atingido por um caça de escolta e FOGO! De novo? Sim, de novo... e de novo por várias vezes, a repetição do que ocorreu uma hora antes, 3 vezes lutando contra o fogo até o pouso, onde pudemos ver um replay do meu pouso anterior, fogo, derrapagem na pista, correria, bombeiros... pelo menos pousei outro 110, bem avariado no pouso, e derrubamos outro bombardeiro russo.
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Os russos perderam nesta manhã, eu não sei... 7, ou 8 bombardeiros e isto foi o fim. Eles nunca voltaram e recebemos nossos suprimentos apesar de perdermos 2 navios.
No café da tarde pedi: "bolacha com leite frio por favor, não quero nada que tenha a ver com fogo."
Ala com Stukas
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Ases da WWII - Heinz Bär
Série Ases da WWII - Heinz Bär (24 de Setembro de 2003) - retirado do excelente site Cockpitnews: http://www.cockpitnews.com.br/serie-ases-da-wwii---heinz-bar-4-0199.html



Heinz Bär nasceu no dia 21 1913 de março em Sommerfeld perto de Lipsk. No início de 1935, ele havia completado seu treinamento para voar com bombardeiros na Luftwaffe, sendo logo em seguida designado para voar os transportes, Ju 52. Em meados de 1939, Heinz completou o treinamento de caça e foi transferido para o JG 51. No dia 25 setembro daquele ano, Bär abriria seu killboard ao abater um Curtiss H-75 francês UM-2 do GC I/4.
Durante a campanha francesa de 1940, ele marcou mais sete vitórias: 3 franceses e 4 aviões britânicos. Na Batalha de Inglaterra, alcançou 10 vitórias contra caças inimigos, sendo seu Bf 109 atingido seriamente por diversas vezes até que no dia 2 de setembro de 1940 foi obrigado a tomar um banho gelado nas aguas do canal inglês...
Durante a campanha francesa de 1940, ele marcou mais sete vitórias: 3 franceses e 4 aviões britânicos. Na Batalha de Inglaterra, alcançou 10 vitórias contra caças inimigos, sendo seu Bf 109 atingido seriamente por diversas vezes até que no dia 2 de setembro de 1940 foi obrigado a tomar um banho gelado nas aguas do canal inglês...
Em 1941 foi transferido para o JG 51 na Frente Oriental. Aqui a istória de Bär seria diferente, tendo como resultado disto o crescimento vertiginoso do seu Escore.
No dia 2 de julho de 1941 ele foi promovido a Leutnant e foi agraciado com a Cruz de Ferro Grau de Cavaleirot, e nesta época ja totalizava 27 Kills. Ao alcançar sua vitória de número 60, no dia 14 de agosto de 1941, Bär foi agraciado com as Folhas de Carvalho. No dia, 30 de agosto de 1941, Bär derrubou 6 aviões soviéticos. No início de 1942 Bär assumiu o comando do IV/JG 51, e em meados de fevereiro ele seria agraciado com as Espadas, após ter alcançado sua vitótia de nímero 90. Na primavera de 1942, Bär iria enfrentar novos e significantes desafios - as pesadas batalhas aéreas no setor Sul da Frente Russa, na área da Península de Kerch.
No dia 2 de julho de 1941 ele foi promovido a Leutnant e foi agraciado com a Cruz de Ferro Grau de Cavaleirot, e nesta época ja totalizava 27 Kills. Ao alcançar sua vitória de número 60, no dia 14 de agosto de 1941, Bär foi agraciado com as Folhas de Carvalho. No dia, 30 de agosto de 1941, Bär derrubou 6 aviões soviéticos. No início de 1942 Bär assumiu o comando do IV/JG 51, e em meados de fevereiro ele seria agraciado com as Espadas, após ter alcançado sua vitótia de nímero 90. Na primavera de 1942, Bär iria enfrentar novos e significantes desafios - as pesadas batalhas aéreas no setor Sul da Frente Russa, na área da Península de Kerch.
Nesta época, a Luftwaffe possuia 02 grandes ases nesta área (Frente Oriental). Um destes ocupava o comando do JG 77 na Crimea: Hauptmann Gordon Gollob cuja contagem estava em 86 Kills, e que fora enviado do Centro de Testes em Rechlinto para assumir como Geschwaderkommodore, e o outro era o Hauptmann Heinz Bär com então 91 vitórias a seu crédito, foi enviado do IV./JG 51 para assumir o comando do I/JG 77. Ambos eram altamente premiados - Bär com as Espadas para a Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho enquanto Gollob possuia as Folhas de Carvalho. Contudo, estes dois homens eram tidos como pessoas de personalidades diametralmente opostas. Pritzl ' Bär, o 'Notório de Lepiziger', indisciplinado que simplesmente recusou-se a voar em missões de combate por não se sentir 'inspirado' e o Nazista severo, seguidor do estilo prussiano do velho exercito de MacGollob, definitivamente eles teriam colidido de frente, não fosse Bär transferido apressadamente do I/JG77 para uma área do mediterrâneo. Porém, durante as últimas duas semanas de maio de 1942, Bär e Gollob praticamente disputaram o título de melhor piloto sobre o Kerch - área de Taman.
No dia 16 maio, Heinz Bär provou as habilidades abatendo 02 LaGG-3s - suas 92º e 93ª vitórias. No dia seguinte, Gollob seguiu destruindo 3 Bombardeiros leves R-5. Em seguida atacou um YAK-1 pilotado pelo Sargento N. K. Chayka, derrubando-o. Após abater o Yakovlev, voltou para casa, e reinviindicou sua 93ª vitória (reivindicando esta, erroneamente como um LaGG-3), não se preocupando muito com os detalhes gerais do combate, Gollob começou a competir com seu subordinado de maneira cínica o que caracterizou muitos dos ases de caça da Luftwaffe durante Segunda Guerra Mundial. O destino de sua última vítima não aborreceu o ambicioso Gollob. Tendo sofrido sérios ferimentos causados pelas metralhadoras e canhão automático do Messerschmitt Bf 109F de Gollob, o jovem Sargento Chayka lutou aos controles do seu caça Yakovlev danificado. Ele conseguiu voltar para o aeródromo de Khersones, mas perdeu o controle durante o pouso e chocou-se com outro YAK-1. Ambos os aviões foram destruídos e Chayka foi morto.
Hauptmann Gollob continuou se esforçando para obter mais vitórias, escolhendo objetivos fáceis durante os dias seguintes. Em contraste com a tática de caça comum de 'atacar com vantagem de altitude, Gollob preferia mover-se furtivamente no nível do solo, ser surethat (sorraterio) tentando pegar o inimigo em seu ponto cego inferior (Six Low). Um Piloto anônimo do JG 77 escreveu o seguinte sobre o modo de Gollob lutar:
'Gollob voou para Kerch junto com o seu ala. Eles se posicionaram a uma baixa altitude, em baixo de uma formação russa. Então eles começaram subindo em espirais, enquanto mantinham sua posição cuidadosamente em baixo da formação inimiga. Antes que os pilotos russos suspeitassem , da presença dos dois no six low da formação duas aeronaves russas já tinham sido abatidas e Gollob junto com seu ala já estavam se afastando do local.' (Prien: JG 77, pág. 1018.)
No dia 18 maio, outros 03 obsoletos bombardeiros R-5 caíram presas das ambições de Gollob, elevando sua contagem para 96. Mais uma vez Gollob foi ultrapassado por Bär que após um combate com 12 (doze) caças soviéticos sobre Tamanskaya abateu 02 LaGG-3s. No mesmo dia, Heinz Bär I /JG 77 era visitado pelo seu amigo pessoal, o Jagfliegergeneral Adolf Galland. Um detalhe este contexto desenvolvería uma profunda hostilidade entre Galland e Gollob.
Tendo Galland retirado Gollob da posição de Expert na caça devido à incompetência deste em 1944, Galland como Jagdfliegergeneral se achou atingido pelos comentários maldosos de Gollob (No início de 1945, Galland foi informado em sua residência que Gollob colecionou material contra ele acusando-o do uso privado de carros de Luftwaffe, jogando-o contra o comando da Lftwaffe).

Fw 190 pilotado por Bär
Em 19 maio, Gollob e Bär ambos estavam em ação. Este último conseguiu derrubar 03 R-5s novamente, mas a mágico '100ª vitória' havia se escapulido. Enquanto isso, Heinz Bär derrubava 05 caças nos céus de Ishak feito que lhe valeu menção no boletim de OKW:
'Hauptmann Bär, o Gruppenkommandeur em um Jagdgeschwader, alcançou suas 99º a 103ª vitórias aéreas no dia de ontem. A conta total de vitórias do Jagdgeschwader 77 aumentou para 2.011.'
No dia seguinte, Gollob, espreitando-se ao longo da costa de Cáucaso conseguiu derrubar 1 bombardeiro DB-3 - sendo o décimo piloto de caça alemão a ultrapassar a contagem de 100 de vitórias -e a seguir mais um infeliz LaGG-3 '.
Este texto é extraído do manuscrito de um livro 'Black Cross/Red Star; Pilotos de caça alemães e russos em Combate 1941-1945 ' da guerra aérea na Frente Oriental 1941-1945 , no qual Christer Bergström está trabalhando no mometo. Este livro apresentará fatos, levantamentos de dados sobre os combates aéreos entre a Luftwaffe e a Força Aérea Soviética durante Segunda Guerra Mundial. Comparando fontes alemães e russas minuciosamente, Christer Bergström chegou a fatos surpreendentes e desconhecidos.
A partir deste ponto, em junho de 1942, o JG 77 de Bär foi transferido para a área do Mediterrâneo. Enquanto estava no comando do I. /JG 77, ' Pritzl' derrubou vários caças britânicos sobre Malta. No dia 13 de outubro de 1942, suas vítimas foram 03 ' Spitfires ' (02 do 185 Sgn e 01 do 1435 Sqn RAF). Outro ' Spitfire ' abatido quatro dias depois (17 de outubro de 1942) perto de La Valetta. Então Heinz Bär tomou parte em missões de combate no quente céu africano. Na Tunísia, ele marcou suas próximas 61 vitórias sobre as aeronaves aliadas (Nos 118-179). Mas as dureza e a intensidade dos combates desde o início da guerra, agravam-se com as duras condições de batalha da África o que abala seriamente seu espírito de luta, acabando por fazer pesar uma imensa fadiga de combate. Em função disto ele é afastado de comando e mandado de volta para a Alemanha para ' reabilitação'.
Na primavera de 1944, veio sua designação para assumir o comando do II. /JG 1 na defesa do Reich. Sua primeira vitória depois de tão longo período afastado (200º), foi obtida voando um FW 190A-7, ' vermelho 23 ', no dia 22 de abril de 1944. Uma semana depois, no dia 29 de abril de 1944, ele voaria com outro FW 190 personalizado, UM-7 WNr 431007 ' vermelho 13 '. Numa manhã seus 28 caças (II. /JG 1) foram vetorados contra alguns Bombardeiros da USAAF. Pritzl 'derrubou 01 P-47 ', sua vitória 201, e alguns minutos depois abatia em chamas 01 Libertador ' B-24 ' sua vitória 202. Em 1944, ele abateu mais 03 aeronaves Aliadas, enquanto alcançando 205 vitórias.
No princípio de 1945 Heinz Bär foi transferido para o comando da Escola de caça a jato. III/EJG 2 (Lechfeld Schule). Em março de 1945 esta escola foi transformada em uma unidade operacional equipada com Me262s. No dia 19 de março de 1945 ' Pritzl' marcou sua primeira ' vitória de jato' - 01 P-51 ' Mustang '. Nas mãos de um perito o Me262 provou ser uma arma mortal: em 21 março ' Pritzl ' reivindicou 01 B-24, e três dias depois suas vítimas foram outro B-24 e 01 P-51 (Nos 208-209). Até 23 de abril 1944, quando Bär chegou ao JV 44 sob o comando de Galland ele foi creditado com 13 ' vitórias de jato'. Com ' Experten ' de jato do JV 44, Bär abateu 02 P-47s no dia 27 abril. A vitória final de ' Pritzl ' Bär na WW II foi 01 P-47, derrubado sobre Aibiling no dia 29 de abril de 1945.
Com um total de 221 vitórias Heinz Bär está classificado como 8º entre os top aces da Luftwaffe em relação as suas vitórias com o Jato Me262 com 16 vitórias, ele ocupa a 3ª posição entre os ases da Caça a Jato da WWII.
É interessante notar que Bär era muito afortunado - enquanto conquistava estas vitórias, ele foi abatido 18 vezes! A sua boa sorte o deixou no ar no dia 28 de abril de 1957, quando ele foi morto num acidente a bordo de uma aeronave próximo a Braunschweig, Alemanha.
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terça-feira, 3 de abril de 2012
Relato de Jochen, Ás alemão na época com 22 anos
A asa esquerda do Messerschmitt apontava em direção às águas verdes-azuladas abaixo, enquanto que o virtualmente imóvel Hurricane, enchia a visão do jovem berlinense. Através da estrutura metálica do canopy do Messerschmitt Bf-109F-4, o britânico Hurricane, com sua marca em azul, branco e vermelho da RAF, era puro contraste contra o céu azul cristal, sem nuvens da África do Norte. A puxada do manche, aumenta a força G, enquanto que o caça faz uma curva fechada. O piloto alemão sente o peso de seu corpo aumentado e espremido contra o assento.
Por baixo de seu capacete de voo de couro preto, gotas de suor escorrem pela sua face, queimando seus olhos, que permanecem abertos e fixos no colimador. 3G, 3,5G, 4G.... A força aumenta e o braço do jovem piloto começa a ficar fraco e fatigado. Cansado, entorpecido e com dores, por causa da missão cheia de combates aéreos, mesmo assim nada o pertuba. O inimigo não pode escapar. Uma rápida olhada nos instrumentos, e em seguida o pedal direito é pressionado por Jochen, como é conhecido pelos seus amigos, para corrigir ligeiramente a derrapagem de seu caça. Manete à potência máxima, mais uma puxada no manche, e o Messerschmitt começa a ganhar posição sobre o camuflado em marrom e areia caça britânico.

O Bf-109 começa a sentir o esforço da batalha, enquanto que a velocidade caia rapidamente dos 300 nós para 140. O Messerschmitt todo pintado em cor de areia, com a inferior em azul, responde como um animal de raça. Mas o nariz da aeronave cai, quando a velocidade diminui, e Jochen agressivamente pisa no pedal do leme, e consegue colocar o 109 entre o stall e o vôo lento. A velocidade diminui ainda mais, e imediatamente o som metálico do sistema automático de abertura do bordo de ataque distrai ligeiramente o piloto germânico. Entretanto esse sistema , aumenta a sustentação do caça e diminui a possibilidade de sobrevivência do piloto britânico.
Como um artista trabalhando com argila, criando uma peça de arte, o jovem piloto alemão de apenas 22 anos, conduz sua aeronave como se fosse uma continuação de seu corpo. O suor encharca seu uniforme de vôo. O Sol do inverno líbio, castiga sua face. As armações metálicas do cockpit castigam seu corpo e irritam sua pele sensível ao calor. Sente o peso de seu capacete de vôo aumentado pela força G das manobras ao mesmo tempo que seu franzino corpo vai sendo comprimido contra o assento metálico de seu caça. Esses sofrimentos não conseguem tirar a atenção do ás alemão. Ele já esta acostumado a isso e o que importa agora e obter mais uma vitória. Olhando por sobre seu ombro esquerdo, o piloto da RAF vê o bronzeado Messerschmitt com as pontas inferiores das asas em branco se aproximando cada vez mais.
No cone branco do motor do Messerschmitt está localizado um mortal canhão de 20mm e no nariz da aeronave estão duas metralhadoras 7.9 mm. O caça germânico rapidamente se posiciona para o golpe mortal. O medo rapidamente toma conta do piloto britânico, pois as ações do caça alemão levam-no a concluir que aquele piloto não é um novato qualquer. Suas manobras são rapidamente contra-atacadas pelo piloto alemão, que ao mesmo tempo se aproxima cada vez mais a cada curva. Ele está com toda certeza combatendo um expert da caça. Com seu destino já selado, a face do piloto inglês fica paralisada de medo, e ele dá uma última olhada sobre seu ombro esquerdo enquanto que o Messerschmitt se aproxima da posição de abrir fogo... Ao mesmo tempo que o Messerschmitt de Jochen se aproxima, o Hurricane começa a desaparecer sob o nariz do caça alemão.

O jovem Jochen balança ligeiramente sua cabeça para a esquerda e morde o lábio inferior. Através de seus grandes olhos marrons ele calcula o ponto aonde deve apontar suas armas para que as balas encontrem seu adversário. É hora de atirar. Fogo !!! O dedo indicador da mão direita, aperta firmemente o gatilho vermelho ao mesmo tempo que a coluna de comando vibra violentamente. O cockpit fica envolto pelo cheiro do cordite, quando mais de quinze quilos de aço são lançados por segundo das metralhadoras e do canhão em direção ao Hurricane, formando um belo arco amarelo das traçadoras. Após uma rápida rajada de dois segundos, o piloto alemão coloca seu caça no dorso e mergulha afastando-se da vítima, certo de seus certeiros disparos.
A mil pés acima do combate, o ala do jovem berlinense observa ao mesmo tempo assombrado e com admiração a ação que vai acontecendo. Como que guiadas por uma força sobrenatural, os projéteis de Jochen e o Hurricane se encontram mortalmente. Elas atingem o motor do caça britânico, transformando-o imediatamente em uma bola de fogo. Labaredas laranjas e vermelhas explodem ao redor do Hurricane, que lança uma cauda de fumaça preta e cinza com mais de 30 metros de comprimento. Os danos apenas começaram, já que outros projéteis começam a atingir a fuselagem em direção ao cockpit. A destruição é total e completa, reduzindo o piloto britânico a uma massa sem vida e ensangüentada jogada dentro do cockpit em chamas de seu túmulo alado.
Horrido Jochen!!, exclama seu ala. Victory!!
Hast du den aufschlag gesehen? (Você o viu cair?)
Jawohl Jochen! (Confirmado)
Em segundos, o Hurricane de 3,2t (7 500 lb), parece uma folha metálica que cái vericalmente em direção ao mar perto do porto líbio de Tobruk. Enquanto que o ás da caça alemã Hans-Joachim Marseille volta para sua base, quatro manchas de óleo são vistas na bela superfície azul do oceano, marcando o local do túmulo de quatro pilotos de caça Britânicos abatidos pelo ás alemão, conhecido entre seus pares como "A Estrela da África", e que seria o mais bem sucedido entre todos os pilotos do teatro de guerra norte africano. esquadrilhas inteiras em uma única missão é a base de sua legenda, que sustenta seu mito. Marseille é ainda cultuado pela maioria dos pilotos de caça da Luftwaffe como tendo sido o melhor dos melhores, um excelente atirador, um piloto acrobático bem como o que possuía a melhor tática, ou seja, o sinergismo desses talentos, forjou o mais letal piloto de caça de sua geração.
Retirado do CockPitNews do nosso amigo Fabiano, piloto do Jagger - Marseille: http://www.cockpitnews.com.br/um-combate-de-marseille-4-0267.html
Cap. 26 - Emboscada aos torpedeiros
Novamente a guerra se desenrolava na Crimeia.






No mergulho mirei o bico da aeronave, e quando enquadrei no colimador atirei, meus projéteis traçantes e meus 20mm destruíram a cabine de comando, acredito que a tripulação foi bem atingida, sem soltar fumaça dos motores a aeronave continuou voando, muito baixo para o restante da tripulação saltar, subi com receio de terem alguma escolta e fiquei acompanhando por algum tempo a 2000m. Até que a aeronave começou a inclinar para a direita e mergulho como um albatroz no mar, levantando uma coluna de água. boiou um pouco e logo afundou.

Reduzi o motor a 50% para não perder a passada e comecei a fazer umas tesouras convergindo para o centro da aeronave inimiga, primeira passada, fumou o motor esquerdo, voltando peguei o flap e aileron da asa direita, na terceira Rudder e profundor, e assim tive minha segunda vitória do dia, tendo os Abutres abatidos outros 3 IL-4.

Sendo a Força Aérea Abutres uma unidade com várias especializações, inclusive com alguns pilotos brevetados em torpedeiros, recebemos a missão de proteger um comboio que viria com nossos suprimentos.
Contando com nossa experiencia torpedeando navios Reds com nossos Ju-88 e He-111, assim demos início a uma sucessão de patrulhas nas águas sob nosso domínio para proteção dos comboios.
Major Sípoli 16 navios torpedeados
Ten. Col Pasfar 5 navios bombardeados e torpedeados
Ten Col Mutley 12 navios torpedeados
O Serviço de Inteligencia obteve a informação que nosso adversários tentariam de tudo para interceptar este comboio que nos trazia novas aeronaves.
Decolamos da conhecida base de Sevastopol com nossos BF-109 G6 com Gumpods de MG 151 20mm. Nesta configuração mortal, os Gustav ( ou bochechudos como eram conhecidos pelas saliências acima do capô onde estavam os armamentos) que com o seu armamento padrão já eram muito ruins de curva sendo péssimos para Dogfight, ficavam com péssima maneabilidade devido ao grande arrasto aerodinâmico provocado pela estrutura dos gunpods sob as asas, mais de muita energia nos mergulhos,
Seguimos para as coordenadas de AH-2 sul de Svastopol, o inimigo deveria decolar de Yalta.
E como em toda emboscada, nós marcamos o local e o inimigo marca a hora, não tínhamos como saber quando o inimigo iria aparecer.
Em 1943 os principais aviões inimigos torpedeiros eram A-20G, IL-2T, IL-4. Sendo assim ficávamos sobrevoando os navios em altitudes variadas esperando por bombardeiros em altitude elevada ou torpedeiros arrastando as barrigas na água.
Em nossos aviões para lançar o torpedo italiano White head, precisamos estar entre 90 e 100m de alt, e velox inferior a 300km/h. Imaginamos que com os Reds não seria muito diferente.
Colocando o rádio em "S" recebemos uma lista dos aviões que decolaram e assim temos uma ideia do que esperar, se nosso espiões informarem corretamente, tendo na lista um dos aviões com capacidade de lançar torpedo, vale a pena ficar de CAP sobre o comboio, caso contrário era pura perda de tempo e ai RTB e tentar outro tipo de missão.
O 1º Grupo de Aviação de caça da Abutres decolou sob a liderança do Major Sípoli, eu supervisionando a missão que também serviria para treinamento de navegação para os Aspirantes, seguimos para o Sul.
Logo em seguida o Sípoli informou pelo rádio:
-Balões de barragem do comboio avistado.
Assim logo vislumbramos o comboio com uns 20 navios de carga escoltados por algumas belonaves.
O dia estava radiante e a visibilidade fora do normal (20km), dividimos nossos aviões em duas patrulhas, o 1º Esquadrão do Grupo de caças comandados pelo SubCo Fred, subiu para 6k para espreitar possíveis bombardeiros. o 2º Esquadrão do Grupo de Caças comandado pelo Tenente Rubens, ficou a 1500m para ter boa visibilidade e a vantagem para ganhar velocidade rapidamente quando precisa-se mergulhar atrás dos torpedeiros. Eu e o Majos Sípoli ficamos a 2.000m, em contato com o Comandante do Comboio.
E assim passamos a maior parte da manhã. Como nenhum Red deu o ar da graça e em contato com o comandante do comboio ele informou que estava tudo traquilo. Sípoli reuniu o 1º GAvCa e seguiu para Sevastopol ( RTB), e eu fiquei esperando nossos substitutos, um Squad Italiano voando os MC202, que dariam continuidade a operação.
Na verdade os aviões Italianos já obsoletos a esta altura da guerra, pouco poderiam fazer, pois seu armamento era muito fraco para derrubar bombardeiro, caso fossem poucos inimigos poderiam afugentar ou até com muita sorte abater algum.
Assim que os Squad Italiano chegou, recebemos um aviso do comandante de uma das fragatas, informado ter visual de uma aeronave voando baixo e isolada, com certeza era o nosso convidado.
Eu e mais 6 MCs formamos na proa 120º, e logo avistamos o A-20, que ao nos ver deu meia-volta para fugir. Logo percebi que os Mcs não teriam como alcança-lo, ai mergulhei, acelerando a 110% , radiador fechado, 1000m, 800m, o Gunner começou a atirar, a aeronave estava ao nível do mar eu não tinha como atacar por baixo, o BF a 700km/h e o A-20 deveria estar a uns 350km, ele se livrou dos torpedos para poder correr mais, bem pelo menos se eu falha-se ele não afundaria mais nossos navios.
Olhei meu indicador de fuel e a luz da reserva ascendeu, isto indica que voando a 75% teria 10 minutos de voo, mergulhei e rumei para a base, informei ao comandante dos MCs e a Frota sobre o ocorrido e que mais tarde retornaríamos para substituir os Italianos, o comandante da frota protestou muito, mas contra o pouco combustível nada se pode fazer.
Cheguei na base planando, pois o motor parou e para minha sorte já estava alinhado para a pista, chamei a torre informando meu problema e me deram prioridade no pouso, o meu 109 quicou duas vezes e logo depois rolou pela grama.
Ao ver a cara de espanto do mecânico ao abrir a carlinga exclamei:
- Ufa hora da boia!
Após um breve almoço e um cochilo pois ninguém é de ferro, o alarme da base tocou e em seguida o estafeta entrou afobado em minha barraca.
- Comandante, Comandante, o comboio está sob ataque!
- Ok avise ao Sípoli e aos aspiras, lá vamos nós.
Com o Esquadrão do Fred estando de folga e suas aeronaves em manutenção, Eu Sípoli e os Pilotos do Ten Rubens (2º/1º Gavca) entramos em nossos G6 municiados e abastecidos e taxiamos até a cabeceira da pista.
O Comandante da base atirou com o sinalizador verde e assim nos pusemos a rolar em formação.
Curva a esquerda como manda o manual, para aproveitar o próprio torque dos motores que nos puxam o tempo todo para este lado, fizemos uma ampla curva para desviar de alguns MC202 que voltavam do mar.
Subimos rapidamente para 2000m, rumo 180º, logo avistamos a frota e dois navios em chamas.
O comandante do comboio chamou no rádio e informou que os IL-4 torpedeiros estavam a sudeste atacando um por um. Rumamos no HDG de 120º, e logo vimos longe os dois últimos MCs lutando contra os 4 Il-4, Sípoli e seus Warbutres partiram para ajudar, um dos MC202 tentava desesperadamente chegar a costa, seu motor fumava muito.
Fui em seu auxílio pois o piloto não conseguia enxergar nada com a cabine cheia de óleo.
- Atenção piloto do MC atingido, suba suba para poder saltar, seu avião está em chamas.
Ele empinou o avião e subiu uns 400m, abriu o cocpit e se atirou no ar, logo em seguida seu pára_quedas abriu e ele pode ver o seu bólido em chamas caindo no mar.
Olhei em volta e encontrei um outro dot seguindo em direção ao comboio nossos aviões tentando alcança-lo, as Flaks dos navios disparavam ao longe e eu rezando para os marinheiros não confundirem a turma do Sípoli com os inimigos. Cerrei os olhos e pude ver na direção dos tiros da Flak um outro pequeno dot. Parti com tudo para aquela direção. Logo em seguida identifiquei o Il-4 com seus dois motores e a cabine alta do piloto e copiloto. quando me avistaram não desistiram da incursão pois já estavam muito perto do comboio, passei por cima deles e mergulhei e um meio tunneau.
Continuamos a escolta até que o comboio finalmente entrou nas águas um poco mais seguras do porto.
Aprendi muito com esta missão, inclusive entender a facilidade que os Reds tem de nos ver quando vamos torpedear seus navios. Sabemos agora que o melhor é sair para missões de torpedeiro com muita neblina.
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